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segunda-feira

Gonçalo M. Tavares em Coimbra


Hoje, dia 7 de Julho, pelas 18 horas, assisti à última sessão desta temporada de Os Livros Ardem Mal no Café-Teatro do TAGV, em Coimbra. O convidado foi o escritor Gonçalo M. Tavares. Já tinha lido, deste autor, Jerusalém. Fiquei ansioso por ler a restante obra e já escolhi os próximos livros a ler: "O Senhor Valéry" e "Água, Cão, Cavalo, Cabeça". Nas palavras do autor, este último, com linhas autobiográficas.












Foi interessante esta sessão de Os Livros Ardem Mal.
Parabéns aos organizadores e ao Gonçalo.

quarta-feira

para os distraídos...

hoje assinala-se o Dia Mundial do Livro e do Direito do autor


O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.

Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.

por mim, apaixonado por livros, todos os dias, são dias do livro.

hoje, estou a ler

Sapho, de Alphonse Daudet,
A Sala Magenta, de Mário de Carvalho e
Em Busca do Carneiro Selvagem, de Haruki Murakami.


e tu? partilha o que lês.


terça-feira

há prazeres que não se explicam... vivem-se

Não resisto a anunciar a data de saída do próximo livro de Carlos Ruiz Zafón, "El Juego del Ángel". É dia 17 de Abril de 2008.

Porquê esta expectativa? É simples! Li o livro anterior deste autor espanhol, "A Sombra do Vento" e gostei. Gostei imenso. Também sabemos que um livro bom dum autor, não faz de todos os livros desse autor, umas obras primas, mas, creio que as expectativas não vão ser goradas. Aguardemos... e daqui a uns tempos voltaremos a falar.



Só de pensar no ambiente do "Cemitério dos Livros Esquecidos", d' A Sombra do Vento, aguça-me o apetite. Sabe-se que neste novo livro, este local vai ser novamente "vivido".







Esta é a capa da edição espanhola.
Mais informações aqui.

p.s. - não sei se vou esperar pela versão portuguesa!

António Lobo Antunes escolhe Biblioteca de clássicos


Queres ter uma biblioteca de clássicos?

Não é uma biblioteca qualquer. É uma colecção de livros de bolso escolhidos por António Lobo Antunes . A Morte de Ivan Ilitch de Tolstoi e Sapho de Daudet são as duas primeiras opções do autor de O meu nome é Legião. Com a chancela Booklet, a editora é a Dom Quixote.

A colecção Biblioteca de Autor contará com 50 clássicos. Os próximos livros a publicar serão Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac, A Consciência de Zeno, de Ítalo Svevo, A Letra Encarnada, de Nathaniel Hawthorne, Billy Budd, de Herman Mitchell, e O Coração das Trevas, de Joseph Conrad.

Todos os livros contam com um prefácio curto de António Lobo Antunes.

Sobre A Morte de Ivan Ilitch, este escritor escreve:

«Tudo o que somos se acha em poucas páginas, escrito de uma forma magistral. Li-as, maravilhado, umas vinte ou trinta vezes, continuarei a lê-las, maravilhado, até ao fim dos meus dias. Maravilhado, exaltado, comovido, a perguntar-me como é que ele conseguiu. E conseguiu. Reparem no que Tolstoi faz com as palavras e como nos retrata, de corpo inteiro, no mais íntimo de nós mesmos.»

Sobre Sapho, escreve:

«…uma obra extraordinária, de uma imensa felicidade de expressão. E isto, para além de muito trabalho, exige um talento e uma capacidade de entender os mecanismos da alma que só um artista de eleição é capaz.»


Esta é uma excelente oportunidade para montar uma biblioteca de clássicos, com capas bonitas e com preços razoáveis, a rondar os 7 euros.
Continuas aí parado?


domingo

Quero ser primeiro homem e depois escritor






José Luís Peixoto, 33 anos, escritor.


"Sou um rapaz da aldeia. Nasci numa terra, perto de Ponte de Sôr, onde ser escritor não fazia parte da realidade de um adolescente. Tal como não se podia dizer que se queria ser realizador de cinema. Isso é muito urbano.
(...)
Sou muito desorganizado. Deixo-me encantar facilmente pelas coisas, pelas ideias. Escrever domina a minha existência. Quando escrevo sou obsessivo. Não consigo planear. Não gosto de fazer pausas. Sou capaz de estar longas horas a escrever. Quando não estou a escrever estou a pensar nisso. O que também me traz alguns dissabores. Isolo-me do mundo, das pessoas. Sobra-me pouco tempo para os outros.
(...)
Troco um poema por um beijo. Nem que seja um poema extraordinário. A vida é mais importante que a escrita. Quero ser primeiro homem e depois escritor.
(...)
Adoro estar com os meus filhos, tenho uma relação muito física com eles. Acredito muito nas relações de afecto. É fundamental dizer às pessoas que amamos, que gostamos delas.
Mas nem sempre é fácil."

Bibliografia:
Morreste-me (ficção, 2000)
Nenhum Olhar (romance, 2000 - Prémio Literário José Saramago, 2001)
A Criança em Ruínas (poesia, 2001)
Uma Casa na Escuridão (romance, 2002)
A Casa, a Escuridão (poesia, 2002)
Antídoto (ficção, 2003)
Cemitério de Pianos (romance, 2006)
Hoje não (ficção, 2007)
Os seus romances encontram-se traduzidos em 12 idiomas.

Um pouco de Cemitério de Pianos, pelo próprio autor aqui

pensando bem...

"A virtude é como o segredo: oculto, conserva-se; manifesto, perde-se."
(S, IV, p.78. P. António Vieira)