a morte é a única certeza que sabemos em vida, mas em muitos casos custa imenso a "digerir".
Soube da morte do músico João Aguardela (fundador dos Sitiados, do projecto Naifa, etc) pela comunicação social. Um cancro no estômago detectado há um ano, venceu a batalha contra o João.
A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas,lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.
Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos:Ele nunca subiu a uma árvore!
E pior, nunca caiu de uma. É um mole.
Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema.
Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos.
Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra.
Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador.
Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.
Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.
Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído.
Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno' nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos.
Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo.
Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia.
E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade?
E ainda nos chamavam geração 'rasca'... Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro,sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.
Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.
Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.
Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.'
(Nota: ...os chocolates não eram gamados no 'Pingo Doce'... Ainda se chamava 'Pão de Açúcar'!!!)
quem precisa de saber quanto já perdeu com a crise? Basta ver o extracto bancário. Quase aposto que o artigo de capa da revista começa assim: "Bem, você acabou de perder o dinheiro que deu por esta revista, para ler sobre onde perdeu o seu dinheiro!"
Era tudo quando ela me dizia, “Benvindo a casa”, numa voz bem calma Acabado de entrar, pensava como reconfortava a alma nunca tão poucas palavras tiveram tanto significado e de repente era assim, do nada, um ser iluminado - e tudo fazia sentido, respirar fazia sentido, andar fazia sentido, todo o pequeno pormenor em pensamento perdido era isto que realmente importava, não qualquer outro tipo de gratificação
Não o quanto se ganha, não o bem que dizem de nós não um novo carro, não uma boa poupança, nem sequer a família, ou a tal aliança - nada…
Apenas duas palavras, um artigo, formavam a resposta universal
A minha pedra filosofal Seguia para dentro do nosso pequeno universo Um pouco disperso - pronto a ser submerso Naquele mar de temperatura amena que a minha pequena abria para mim sempre tranquila e serena, ena… Tento ter a força para levar o que é meu Sei que às vezes vai também um pouco de nós Devo concordar que às vezes falta-nos a razão Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor Nunca vamos ter o amor a rir para nós Quando queremos nós ter um sorriso maior Tento ter a força para levar o que é meu Sei que às vezes vai também um pouco de nós Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós Vem fazer de conta eu acredito em ti Estar contigo é estar com o que julgas melhor Nunca vamos ter o amor a rir para nós Quando queremos nós ter um sorriso maior Bem-vindo a casa dizia quando saia de dentro dela O bonito paradoxo inventado por uma dama bela Em dias que o tempo parou, gravou dançou, não tou capaz de ir atrás, mas vou porque sou trapalhão, perdi a chave e já nem sei bem o caminho nestes dias difusos em que ando sozinho e definho à procura de uma casa nova do caixão até a cova o percurso é duro em toda a linha, sempre à prova o calor é um alimento que eu preciso o amor é apenas um constante aviso se sabes que eu não vivo dessa forma tu sabes que eu não sinto dessa forma
Por isso escrevo na esperança que ela ouça o meu pedido de desculpas de Socorro de abrigo não consigo ver uma razão para continuar a viver sem a felicidade do meu lar da minha casa, doce casa, já ouviram falar?
É o refúgio de uma mulher que deus ousou criar Com o simples e unico propósito de me abrigar Não vejo a hora de voltar lá para dentro, faz frio cá for a Faz tanto frio cá fora que eu já não vejo a hora…
os jornalistas da Sic, da RR, da Visão, do Expresso e do Público não receberam os vistos para estarem presentes em Angola durante o período eleitoral, ouvi à bocado no Jornal da Noite da SIC.
engraçado! No noticiário das 22.00 horas na Antena 1, não ouvi a denúncia deste estranho procedimento! Será que os Jornalistas da Antena 1 receberam o visto? hum...